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Ex-Fast, Nacional e Rio Negro, André Luiz brilha como técnico de futsal

O futsal amazonense tem um novo profissional de renome no banco de reservas. Recém-formado em Educação Física, o ex-jogador profissional André Luiz Ferreira, 33, levantou seu primeiro troféu como treinador numa competição chancelada pela Federação Amazonense de Futsal (FAFs): o Campeonato Amazonense da categoria Sub-9 Masculino pelo Barcelona Brasil A.

O título veio após a goleada por 5 a 0 sobre o Guerreirinhos na noite da última segunda-feira, 10 de dezembro, na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, em Manaus. Uma conquista marcante na nova carreira do craque que largou o protagonismo nos campos de futebol para brilhar nas quadras.

“Depois que eu me formei o Nedson (dono do Barcelona Brasil) fez o convite este ano para eu treinar o time de futsal e entrar no time de professores da escolinha. Aceitei com um pouco frio na barriga, porque se trata de crianças e você nunca sabe como lidar com crianças. Mas graças a Deus conseguimos implantar uma forma de treinamento e os meninos conseguiram assimilar muito bem o nosso jeito de jogar, o que a gente propõe como modelo de jogo da equipe. Apesar de serem novos, conseguiram responder muito rápido, tiveram uma evolução muito rápida”, disse o técnico.

 

Trajetória vitoriosa…
Um dos melhores laterais esquerdos formados no futebol do Amazonas nos últimos anos, André Luiz explodiu para o brasileiro quando o São Raimundo disputava a Série B, na metade dos anos 2000. Ele fez carreira no Santo André-SP e em outros clubes do País, como Fortaleza, Sport, Bragantino, Ipatinga e Vila Nova, voltando ao Amazonas em 2015, temporada em que foi campeão pelo Nacional. Em 2016 novamente foi campeão amazonense jogando pelo Fast Clube, onde atuou novamente em 2017. Em 2018, o jogador resolveu pendurar as chuteiras após a disputa do Estadual pelo Rio Negro.

Com o calendário de 2019 do futebol amazonense batendo à porta, o “novo professor” descarta um retorno aos campos. O lateral esquerdo até acredita que possa render do ponto de vista técnico e físico, mas a falta de perspectivas profissionais é o que o faz manter a decisão da aposentadoria.

“Com relação ao profissional eu parei mesmo. Não tenho pretensão nenhuma de voltar, não tenho vontade nenhuma de voltar porque o futebol aqui do Amazonas te faz pensar isso”, concluiu André Luiz, que projeta um futuro feliz como profissional de Educação Física.

Texto e fotos: Emanuel Mendes Siqueira (92) 99122-3785

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